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10 perguntas sobre vinhos que você não tem coragem de fazer

10 perguntas sobre vinhos que você não tem coragem de fazer

Feb 24, 2021

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Última edição Mar 16, 2021

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Wine Locals

Vamos começar do começo: se por acaso você é um entendedor de vinhos e chegou aqui, vá embora. Esse post não é para você. Se você é um bebedor experiente, talvez algumas das dicas que vamos dar aqui sejam já um pouco batidas. Mas se você gosta de ler a respeito de vinho, se bebe mas não tem um vasto conhecimento na área - e nem no seu próprio paladar - pode ser que aqui você encontre afinidade.

Da polêmica sobre a tampa de rosca aos vinhos brancos feitos de uvas tintas, vamos te mostrar que não existe pergunta ruim quando a gente tem alguém com conhecimento e litragem pra responder tudo na boa. São 10 perguntas simples, básicas e que foram respondidas pela enóloga Carolina Abreu no curso online Aprenda Bebendo.

Saiba mais sobre o curso Aprenda Bebendo

1. Quanto mais velho o vinho significa que ele é melhor?

Depende. Assim como a gente, os vinhos tem uma vida. Eles nascem, tem um ápice e depois começam a declinar. Por exemplo: os vinhos brancos, frescos e jovens, devem ser consumidos mais rápido, sob risco de se decepcionar.

2. Reserva e reservado, qual a diferença?

O vinho reserva é um vinho geralmente com padrão superior, com regras específicas em países da Europa, como a Itália, por exemplo. As vinícolas adotam um padrão de que a linha Reserva é uma linha superior (a linha Gran Reserva mais superior ainda) e isso está sempre relacionado ao tempo de amadurecimento - o tempo de de guarda e em barrica. Ou seja, o quanto demora para este vinho estar no mercado. O vinho Reservado não passa por madeira, é fresco e frutado - o oposto do Reserva - e é um vinho demi-sec, mais simples.

3. Como gelar o meu espumante?

A solução mais rápida e eficaz é o balde com gelo, um pouco d'água e um pouco de álcool, para baixar a temperatura e acelerar o processo. Depois de 15 minutinhos, já está resolvido o problema.

4. O vinho de melhor custo-benefício é o mais barato?

Não, as melhores opções geralmente estão depois dos mais caros, mas antes dos mais baratos. Por exemplo em restaurantes: os vinhos mais baratos serão os que terão mais saída, logo, terão também uma maior margem. Nos vinhos mais caros, paga-se bastante a grife e nem sempre as melhores opções.

5. O vinho de tampa rosca é de menor qualidade?

Não, são propostas diferentes. A tampa rosca impede qualquer passagem de oxigênio e veda 100% a garrafa. Em vinhos jovem, brancos, rosés frutados e até tintos jovens, como Pinot Noir, por exemplo, a tampa rosca é ideal, pois preserva o vinho do envelhecimento. Para os vinhos de guarda, elaborado para ficar amadurecendo por um tempo, o ideal é a tampa de cortiça. Ela permite a entrada de oxigênio através de pequenos poros, permitindo um amadurecimento super lento.

6. Os vinhos do velho mundo são melhores que os do novo mundo?

Velho mundo são países com muita tradição vitivinícola, como Portugal, França e Itália, que já cultivavam uvas desde antes de o Brasil existir como país, por exemplo. Eles estão um tempo à frente pela sua tradição. Mas os países do novo mundo que começaram essa produção depois, tiveram que correr atrás do prejuízo, mas não perde em nada em termos de tecnologia, por exemplo. São propostas diferentes. Os espumantes brasileiros, por exemplo, quando colocamos lado a lado com cavas espanholas, dão um banho de qualidade.

7. Uvas tintas fazem apenas vinhos tintos?

Não, dá pra fazer vinho branco de uva tinta. Dentro de qualquer uva, a polpa dela, é branca (esverdeada, na verdade). O que vai dar cor ao vinho é o tempo em que o líquido fica em contato com a casca. Se não ficar em contato com a casca tinta, pode-se fazer um vinho branco de uva tinta. Por exemplo: o espumante Blanc de Noir é um espumante branco feito com uvas tintas (Blanc de Noir significa, literalmente, "branco de negras").

8. Vinho brasileiro é tudo igual?

Só pensando na dimensão do nosso país, que é um país continental, com diversas condições climáticas no nosso país que influenciam na elaboração dos vinhos, no cultivo das uvas e na escolha de produtos. Por exemplo, na Serra Gaúcha os tintos com destaque para o Merlot e também os espumantes; no Sudeste o Syrrah está se desenvolvendo muito, na Campanha o Tannat, em SC o Sauvignon Blanc que também se desenvolve super bem. E isso que estamos apenas começando.

9. Qual a melhor forma de harmonizar vinho com comida?

Aproveitando a brecha: a regra carne branca com vinho branco e carne vermelha com vinho tinto não precisa sempre ser seguida. Nem todo mundo come carne e pensar na proteína pode levar a conclusões erradas. Pensando mais nos molhos e odos de preparo facilita pra escolher com que vinho a comida combina. Por exemplo: na pizza, o que vai em cima? Com uma massa, ela é recheada? Um risoto de funghi ou um risoto de cordeiro, por exemplo, têm sabores diferentes e pedem vinhos diferentes. Até mesmo com saladas, cujos molhos levam algum tipo de ácido como vinagre ou limão: são eles que vão servir de base para a harmonização. E agora, uma regra de ouro: na dúvida, escolha um espumante. Ele é um coringa da harmonização.

10. Qual a melhor forma de aprender sobre vinho?

Na prática, degustando e levantando taças. Praticando e comparando um vinho com outro, uma experiência com a outra.

O Aprenda Bebendo é um curso para os iniciantes. As aulas online não demandam conhecimento prévio no mundo do vinho e tratam o assunto com simplicidade. A enóloga Carol Abreu responde as dúvidas trazidas pelo fundador do Wine Locals, Diego Fabris em vinícolas da Serra Gaúcha, em frente a vinhos incríveis produzidos por lá.

Para saber mais, clique aqui!

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